sábado, 29 de março de 2014
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Desabafo de uma Mãe de Autista
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, nossos filhos autistas não são "bestas feras” soltas no mundo prestes a atacar as pessoas.
Desabafo
Assim como os seus filhos ditos "normais", eles são cidadãos que também pensam, que sonham, que crescem, que tem família, que choram, que riem ,enfim, que crêem assim como o seu filho em um futuro melhor. Portanto, exigimos que nossas crianças sejam tratadas com respeito, com dignidade, assim como o seu filho é tratado. Nós, pais de "especiais” também temos o direito de dar escola, lazer, saúde e educação aos nossos filhos, pois ao contrário do que vc pensa, eles tem sim potenciais para se tornarem adultos que colaboram e que prestam serviço ao País assim como o seu filho " normal“. É muita hipocrisia dizer que não existe preconceito em nosso País, pois só quem vive e sente na pele é que pode dizer... Deixem que torçam o nariz, que façam cara feia, mas façamos valer os nossos direitos e os direitos de nossos filhos para que mais tarde não tenhamos que nos envergonhar por não ter lutado por eles. Vamos sair, mostrar nossos filhos, gritar pro mundo o nosso amor por eles!! A incompreensão, a intolerância, o desconhecimento, pode vir de todos os lados, menos de nós!!! E viva a diversidade!!
Desabafo
Assim como os seus filhos ditos "normais", eles são cidadãos que também pensam, que sonham, que crescem, que tem família, que choram, que riem ,enfim, que crêem assim como o seu filho em um futuro melhor. Portanto, exigimos que nossas crianças sejam tratadas com respeito, com dignidade, assim como o seu filho é tratado. Nós, pais de "especiais” também temos o direito de dar escola, lazer, saúde e educação aos nossos filhos, pois ao contrário do que vc pensa, eles tem sim potenciais para se tornarem adultos que colaboram e que prestam serviço ao País assim como o seu filho " normal“. É muita hipocrisia dizer que não existe preconceito em nosso País, pois só quem vive e sente na pele é que pode dizer... Deixem que torçam o nariz, que façam cara feia, mas façamos valer os nossos direitos e os direitos de nossos filhos para que mais tarde não tenhamos que nos envergonhar por não ter lutado por eles. Vamos sair, mostrar nossos filhos, gritar pro mundo o nosso amor por eles!! A incompreensão, a intolerância, o desconhecimento, pode vir de todos os lados, menos de nós!!! E viva a diversidade!!
Natação é uma otima opção para autistas!!!
A natação é uma das atividades físicas que desenvolve um trabalho corporal completo. Sendo assim, oferece possibilidades de estímulos e desenvolvimento necessários à pessoa autista. Através de músicas, brinquedos e demais objetos utilizados em aula, claro que cada um no tempo e exercício certo, fica mais fácil para conseguir sua atenção e executar um trabalho excelente com ele, visto que, uma das dificuldades do autista é a organização espaço temporal.
Para exemplificar, como as aulas de natação influenciam na percepção espaço tempo do autista, em seu primeiro dia de atividade o professor mostra ao aluno o local onde os dois irão nadar. Ensina a ele por onde e como entrar e/ou sair, utiliza os objetos para o desenvolvimento de cada exercício e incentiva-o a guardar cada um em seu local. Esta é uma forma de organização que começa dar um norte ao aluno. Uma vez gravadas estas informações o professor precisa tomar cuidado com mudanças futuras.
Então, não devemos encarar a natação como simplesmente técnicas de nado, pois ela engloba muito mais do que isto. Há a preocupação da adaptação ao meio líquido, o desenvolvimento motor de maneira lúdica, o nado de sobrevivência, sem falar da fonte de conhecimento corporal que esta atividade física é. A criança irá aprender a se deslocar pela piscina e terá certa independência na água refletindo assim no seu dia-a-dia. O trabalho todo feito com o autista precisa ter o objetivo de desenvolver o máximo a independência da criança com este transtorno global.
É preciso salientar a importância do trabalho olho no olho com o autista, pois ele apresenta déficit de atenção e se o professor não se fizer ser entendido, seu esforço de nada adiantará. Uma vez conseguido com que o aluno perceba você, ele provavelmente executará todas as atividades proposta. Este é um momento de grande conquista e avanço para ele. Professores e família, esta mais ainda precisa vibrar, participar e entender que qualquer movimento que ele consiga fazer, por mais simples que seja já é um grande passo e todos devem partilhar disto. O simples ato de mergulhar o nariz já é uma grande realização para esta criança. Feito este merecedor de aplausos e incentivos. Incentivo! Esta é uma das maneiras de se reforçar o quão seu aluno está indo bem e conseguir atingi-lo cada vez mais. Ao contrário do que muitos em nossa sociedade pensam, o autista tem sentimentos sim, mas encontra uma grande dificuldade em expressa-los. E assim como toda criança, gosta de ser elogiado e percebe quando fez algo certo ou “decepcionante”.
A natação, além de todos os benefícios motores e cognitivos trabalha também o lado social da criança. O autista não consegue abordar as pessoas com a mesma naturalidade que nós. Nesta atividade como se faz em um meio que a princípio o aluno não conhece, ele é obrigado a estabelecer uma relação de confiança com o professor. (Claro que o professor terá que se esforçar para conseguir esta relação). Sem contar que estará cercado de outras pessoas também praticantes ao mesmo tempo em que ele e muitas vezes estes “coleguinhas” irá abordá-lo em aula, sem muito sucesso inicialmente, mas alcançando algum resultado futuro.
Outra função da natação é a de atividade relaxante. O autista pode apresentar crises de auto agressão ou agressão aos outros. Mas isto acontece somente se for irritado ou ocorrer mudanças bruscas em sua rotina. Nas aulas de natação este aluno terá oportunidade de aliviar suas tensões, pois por si só a água já é prazerosa, com as práticas realizadas de forma lúdica e contínua o resultado é melhor ainda. Situações de relaxamento que podem ocorrer em aula: tocar, deitar, deslizar, mergulhar, jogar água para cima, brincar de bater na água para fazer com que espirre por todo o lado.
Enfim, é uma prática esportiva que trás inúmeros benefícios a clientela autista, porém ainda não é de conhecimento de todos. E não podemos deixar que estas pessoas sejam privadas de algo tão prazeroso e importante a elas. Pois isto ocorre somente por nossa sociedade ainda não ter conhecimento destas informações tão necessárias até mesmo para evitar a segregação ou a super – proteção destas pessoas que em ambos os casos prejudicam o desenvolvimento global delas.
(*) Fernanda Gonçalves de Sousa é professora da academia Aquário Natação e Unic. Formada em Educação Física e especialista em educação especial e inclusão.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
METODO TEACH.
METODO TEACH.
(Treatment and Education of Autistic and related
Communication-handicapped Children)
Em português
significa Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits
relacionados com a Comunicação. É um programa educacional e clínico com
uma prática predominantemente psicopedagógica criado a partir de um projeto de
pesquisa que buscou observar profundamente os comportamentos das crianças
autistas em diversas situações frente a diferentes estímulos.
0 método Teacch fundamenta-se em
pressupostos da teoria comportamental e da psicolingüística:
* Na área da psicolingüística, fundamenta-se nessa
teoria a partir da afirmação de que a imagem visual é geradora de comunicação.
* Na Terapia comportamental é imprescindível que o
professor manipule o ambiente do autista de maneira que
comportamentos indesejáveis desapareçam ou, pelo menos, sejam amenizados, e
condutas adequadas recebam reforço positivo.
* Na terapêutica psicopedagógica, trabalha-se concomitantemente a
linguagem receptiva e a expressiva. São utilizados estímulos visuais (fotos,
figuras, cartões), estímulos corporais (apontar, gestos, movimentos corporais)
e estímulos audiocinestesicovisuais (som, palavra, movimentos associados às
fotos) para buscar a linguagem oral ou uma comunicação alternativa. Por meio de
cartões com fotos, desenhos, símbolos, palavra escrita ou objetos concretos em
seqüência (potes, legos etc.), indicam-se visualmente as atividades que serão
desenvolvidas naquele dia na escola. Os sistemas de trabalho são programados
individualmente e ensinados um a um pelo professor. As crianças autistas são
mais responsivas às situações dirigidas que às livres e também respondem mais
consistentemente aos estímulos visuais que aos estímulos auditivos.
Quando a criança apresenta plena desenvoltura na realização de uma
atividade (conduta adquirida), esta passa a fazer parte da rotina de forma
sistemática.
Usando da pesquisa de potencialidades,
dificuldades e preferências do indivíduo para criar um plano que promova o
máximo possível sua independência, tem atingido os objetivos propostos.
O
TEACCH tem ajudado o autista a adequar-se dentro de suas possibilidades à
sociedade, promovendo sua independência em função de suas dificuldades.
As
técnicas comportamentais e a educação especial têm mostrado a forma mais
eficiente para o atendimento dos indivíduos portadores do espectro autístico.
OBJETIVO:
Aumentar o funcionamento independente.
Valoriza o aprendizado estruturado (principalmente
no início do tratamento). Dá importância à rotina e a informação visual.
É NECESSÁRIO ORGANIZAR E
SIMPLIFICAR O AMBIENTE, APRESENTANDO MENOS ESTÍMULOS SENSORIAIS
CONCOMITANTES. ISTO FACILITA A CRIANÇA A FOCAR A ATENÇÃO NOS DETALHES
RELEVANTES
UTILIZAÇÃO DE MATERIAL COM INFORMAÇÃO VISUAL
A informação dada visualmente tem como objetivo
amenizar as dificuldades de comunicação existentes. A programação das atividades do dia deve ser dada
visualmente.
Pode existir um quadro indicando, em seqüência,
quais atividades ou tarefas a criança deve realizar.
Alguns quadros são feitos de maneira a induzir a
criança a retirar o cartão com a foto ou desenho da próxima atividade e
depositá-la no local onde deve ir. Por exemplo, retirar a foto da piscina do
quadro e colocá-la em um lugar com o mesmo símbolo na piscina.
É claro que a utilização dos quadros requer um
aprendizado. Inicialmente alguém fará cada passo com a criança, colocando os
cartões em sua mão e ensinado-a a colocá-lo no local. Quando a atividade tiver
acabado, a criança deve voltar ao quadro de tarefas para ver qual a próxima
atividade e pegar seu respectivo cartão. Com o tempo ela poderá realizar a
tarefa de maneira independente.
O fundamental é a persistência até que a criança
aprenda a utilizar a informação visual.
Na
maioria das vezes a utilização deste método traz tranqüilidade à criança já que
possibilita melhor compreensão e comunicação. Ao invés do nome pode-se colocar
uma foto da criança em cima do quadro de suas atividades.
É
necessário que ao ver a figura a criança entenda o que se espera dela. Isto
ajuda na organização, minimiza possíveis problemas de linguagem receptiva e dá
independência para a criança.
É
possível também utilizar material visual para ensinar a fazer determinadas
tarefas como fazer café, escovar os dentes, etc...
Este tipo
de orientação pode servir para qualquer coisa que se queira ensinar para a
criança. É obvio que isto implica em um aprendizado. Inicialmente os passos
serão dados com auxílio, mas sempre utilizando o álbum como referencial para a
criança.
É fundamental
iniciar com tarefas bem simples (como por exemplo, pegar biscoitos em um pote)
e sempre utilizando as fotos para a criança aprender a obter a informação
ordenada e organizada visualmente.
A família
pode ter também um esquema na parede para a criança se situar com relação aos
dias da semana e o que fará em determinado dia.
Nos dias
de semana pode-se colocar uma foto dela com uniforme da escola ou algum
logotipo que a criança associe à escola. Nos sábados e domingos pode-se colocar
uma foto de casa ou foto da criança com os pais ou avós. O importante é que
fique claro para a criança que dia é hoje e o que ela fará.
É também
útil fotografar os locais e pessoas que fazem parte da vida da criança. Assim,
quando os pais forem explicar para a criança aonde ela vai, podem mostrar uma
foto ilustrativa enquanto passam a informação verbal (“hoje vamos à casa da
vovó” e mostra a foto).
Outro método utilizado com o intuito de aumentar a comunicação é o PECS (Picture Exchange Communication System).
Este sistema
utiliza cartões contendo fotos ou logotipos de coisas relevantes para a
criança. Pode-se iniciar com coisas que a criança gosta de comer e ensiná-la a
utilizar os cartões como objeto de troca pelo que deseja.
É
interessante que exista sintonia entre os métodos utilizados em casa e na
escola. O ideal é utilizar o método de cartões e organização visual das
tarefas em casa e na escola.
ALGUMAS
IMAGENS USADAS PELO METODO SIMPLES DE CONFECCIONAR.
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